24 novembro, 2018

Relato | Primavera dos Museus 2018 “Celebrando a Educação”- REM SP e Museu da Energia de São Paulo.

          


     Palestra e percurso “A Cidade como Experiência”Profa. Dra. Lilian Amaral (Media lab BR/UFG) | Colaboração da Arq. Letticia Rey (IAB / FAU USP) 


“A Cidade como Experiência” , tema da palestra|percurso proposto por nós enquanto integrantes da REM SP - Rede de Educadores de Museus do Estado de São Paulo - tem origem no Curso de Extensão homônimo realizado no primeiro semestre de 2018 a partir da articulação de coletivos, instituições culturais e acadêmicas – Mackenzie, FESPSP e Escola da Cidade para atuar junto ao TCC –“ Território Cultural da Consolação”, fruto do projeto TICP “Território de Interesse da Cultura e da Paisagem”, vinculado ao Plano diretor da cidade de São Paulo. A Palestra | Percurso objetivou criar espaços de encontro, compartilhamento de percepções sobre a cidade e as relações entre pessoas e o patrimônio cultural de forma a estimular a apropriação, o debate e a troca de experiências dos participantes. Paralelamente, trouxemos para a roda de conversa questões referentes à PNEM – Política Nacional de Educação Museal, recentemente lançada pelo IBRAM e disseminada na Primavera de Museus. Neste ano o tema proposto pela ação que congrega todas as práticas em torno dos museus e espaços de memória no país foi “Celebrando a Educação”. Assim, trouxemos para o grupo de discussão e prática de caminhar como forma de habitar os espaços públicos e as dimensões da nova Museologia, ou a museologia social que compreende o território como museu, implicando os sujeitos e engajando-os na preservação da memória e na definição do que seja patrimônio para cada um. Desenvolvemos cartografias afetivas em torno das relações entre os participantes e o patrimônio cultural do Bom Retiro/Luz/Campos Elísios. Em seguida, caminhamos em duplas tendo um dos participantes os olhos vendados e o outro, que o conduzia, inventariava, descrevia tudo o que constituía a paisagem cultural no pequeno trajeto realizado. No retorno, aquele que permaneceu de olhos vendados na ida, assumia o papel de inventariante para estimular o caráter investigativo. Nos deslocamos do Sesc Bom Retiro, que nos acolheu com todos os elementos para nossa discussão e prática e de lá caminhamos até a Avenida rio Branco pela Alameda Nothman, destacando elementos da paisagem, tais como instituições culturais, casas comerciais, vegetação, obstáculos, residências, habitantes, moradores de rua, tipos de pisos, acessibilidade, paisagem sonora local. Ao retornar para o SESC Bom Retiro, produzimos pequenos textos que compuseram um relato coletivo acerca do patrimônio cultural, em que destacamos os aspectos de vitalidade e de vulnerabilidade do território. O encontro apresentou-se como um potente instrumento de aproximação entre pessoas,  disparador de percepções e  afetos, revelando o potencial da cartografia e da caminhada como dispositivos que fortalecem a conexão dos habitantes e a cidade, de forma compartilhada, lúdica, dinâmica e propositiva.




Palestra Percurso A Cidade como Experiência. Lilian Amaral e Lettícia Rey. São Paulo, Primavera dos Museus, Sesc Bom Retiro, Setembro, 2018.



 Palestra - Lazer em Instituições Museológicas: a ação do Educador para a experiência de lazer do visitante espontâneo em espaços museológicos.

Marina Gouveia

Sou educadora, portanto defendo, valorizo e celebro a profissão a cada dia. Nesta 12º Primavera dos Museus pude celebrar a educação museal apresentando minha pesquisa sobre Lazer em Museus, desenvolvida como trabalho de conclusão do curso Lazer e Turismo, na EACH - USP. Na pesquisa "Lazer em Museus: a relevância do Educador para a experiência de lazer do visitante espontâneo"  ressalto a importância do profissional para além do atendimento aos grupos agendados: foco meu olhar para na influência que o educador pode ter no momento de lazer, de fruição, de diversão de um visitante espontâneo no espaço expositivo. Fortalecida pela PNEM, esta pesquisa demonstra quantitativa e qualitativamente a importância do profissional, pois mensurei, com muito cuidado, as experiências obtidas em visitas autônomas e mediadas, comparei os resultados e demonstrei com números e depoimentos que o educador é fundamental para potencializar o momento de lazer do visitante, transformando-o em uma experiência única. Ao longo da discussão, os diálogos propostos pelos presentes perpassaram por assuntos como mediação, suas técnicas e alcances, bem como a formação multidisciplinar e continuada que o educador deve ter. Além disso, falamos sobre como o educador pode viabilizar o desenvolvimento mútuo entrelaçando as experiências, pontos de vista e impressões compartilhadas pelos visitantes no momento da mediação. 



Palestra Lazer em Instituições Museológicas: a ação do Educador para a experiência de lazer do visitante espontâneo em espaços museológicos. Marina Gouveia, Museu da Energia de São Paulo, 2018.




 Oficina "Laboratório de Tradução: Arte e Educação" Fundação Marcos Amaro na cidade de Itu, SP

Thiago Consiglio

Realizei no dia 22 de setembro, a oficina "Laboratório de Tradução: Arte e Educação" na Fundação Marcos Amaro na cidade de Itu, SP. Como início contextualizei o tema da Primavera dos Museus que está pautada pela Política Nacional de Educação Museal (PNEM) e a atuação das diversas Redes de Educadores de Museus (REMs) do Brasil para a construção desta política pública. Depois apresentei brevemente a atuação recente da REM-SP para iniciar o conteúdo da atividade. Iniciamos nossa conversa a partir do relato dos participantes sobre as primeiras experiências que eles tinham memória em visitar espaços museológicos. Conversamos sobre a relação da educação com os museus e com as obras de arte e a abertura propostas nessas abordagens, diferentemente de um espaço escolar formal, por exemplo. Na segunda etapa da oficina, apresentei um recorte da minha pesquisa de mestrado em Educação para falar da atuação do educador museal enquanto tradutor. De início então conversamos sobre o que significa tradução no sentido tradicional e depois conversamos sobre as possibilidades da tradução no sentido contemporâneo e como a tradução faz parte essencialmente das ações educativas e das linguagens artísticas. Por fim realizamos uma atividade de tradução das obras expostas na exposição de arte contemporânea de longa duração da Fundação e conversamos sobre as interpretações.



Oficina "Laboratório de Tradução: Arte e Educação".  Thiago Consiglio,  Fundação Marcos Amaro na cidade de Itu, SP.


Expografia acessível - workshop teoria e prática, tendo o espaço do Museu da Energia de São Paulo como laboratório de  experimentação e análise.

Silvia Arruda

Como o Museu tem uma exposição permanente de longa duração com recursos acessíveis, foi feita uma visita guiada com os seus educadores. Através de uma sensibilização usando  cadeira de rodas, vendas e bengala para cegos, fizemos o percurso desde a entrada da rua.
Notamos que as entradas não tem sinalização de rota acessível e o cadeirante que chega pela Al. Cleveland não tem como acessar  pois o degrau não permite. Precisa dar uma grande volta e entrar pelo estacionamento. No início da rampa do prédio da exposição há uma tampa com buraco e o corrimão não tem barra intermediária. As peças com detalhes do prédio para toque estão numa bancada sem acesso  frontal para cadeirantes. As pessoas vendadas sentiram falta de  piso tátil para se guiarem e legendas/catálogo em braille. No geral tem boa circulação, piso nivelado, rampas e elevador. 




 “Expografia acessível” Workshop teoria e prática, tendo o espaço do MESP como laboratório de experimentação e análise. Silvia Arruda, Museu da Energia de São Paulo, 2018."

       Palestra- 40 museus diferentes em 40 dias.

Profa. Priscila Leonel


No dia 19/09/2018, aconteceu a Palestra “40 museus diferentes em 40 dias”, no Museu da Energia de São Paulo, como parte da proposta da REM-SP para a Primavera dos Museus. Neste encontro fomos muito bem acolhidos pela Luciana Nemes e toda equipe do Museu. Estiveram 5 pessoas presentes, sendo duas dela da própria instituição, dois ex- alunos meus da Etec Parque da Juventude que hoje trabalham no MOSB, museu vizinho, e um aluno de história da USP.  Explanei o tema, que é parte da minha pesquisa da dissertação de mestrado, sobre visitas a museus e mediação cultural e no fim fizemos um debate, no qual todos trouxeram suas histórias e experiências de como aproximar o patrimônio e os museus do público. Foi uma partilha muito rica.
Assim, a palestra abordou a pesquisa que traz como foco uma experiência de visitação em museus da cidade de São Paulo por meio de um projeto chamado 40 Museus em 40 Semanas. Com base nessa expe­riência, foi possível discutir questões sobre mediação cul­tural, acesso aos espaços de cultura e o próprio conceito de museu e para quem essa instituição serve. A pesquisa leva a uma discussão sobre museologia social e a criação de novos espaços museais que tragam em seu acervo o cotidiano e a vida das pessoas.
Cabe pontuar a importância de ter refletido sobre o projeto, pois com esse espaço de reflexão ele ganhou outras dimen­sões e pôde servir de exemplo para outras tantas pessoas que anseiam colocar seus projetos em prática; e mais do que isso, que possa ser um convite para sempre refletir sobre os proces­sos, pois, segundo Hannah Arendt (1979, p. 34), “todo aconteci­mento vivido precisa de um acabamento, sem este acabamento pensado, após o ato, sem a articulação realizada pela memória, simplesmente não sobra nenhuma atividade para ser contada.”.
 Estes encontros que fazemos pela Rede tem nos proporcionado estar ao lado dos nossos pares, que anseiam por compartilhar e mediar os museus e a cultura na cidade. Assim, vejo um grande potencial nas trocas que realizamos, onde as experiências vividas podem se tornar mais papáveis e nos inspirar a dar a continuidade nos projetos, alimentando essa rede e fortalecendo nossa prática, seja no museu ou na sala de aula do curso de museologia. Inspiramo-nos uns aos outros e permitimos que essa energia da mediação cultural se espalhe e ganhe novos corpos.
     

24 outubro, 2018

Ata da reunião da REM-SP em 16.10.2018 – avaliação da ação Primavera de Museus no Museu da Energia e outros assuntos.

Ata da reunião da REM-SP

Local: Museu da Energia de São Paulo
Participantes: Marina Gouveia (REM SP) , Sabrina Paulino (MESP), Lilian Amaral (REM SP)e Silvia Arruda (REM SP)
                Aproveitando o encontro, fizemos uma retrospectiva desde o início do ano - reunião 28.1 no Memorial da Resistência para relembrar as ações planejadas ligadas aos temas abaixo e as executadas .
link de referência: https://drive.google.com/open?id=1N_sOZA1uxVI2OMmMg0Yf88aZWyIKtrhC  .  
As ações eram:
·         Março – lançamento do caderno da PNEM
·         Julho – 10º. Encontro Paulista de Museus ( REM SP foi convidada para uma sessão)
·         Agosto - 3o. Encontro da REM SP no SESC CPF
·         Outubro – Seminário Internacional Do Museu Histórico Nacional Rio

                Passados estes 10 meses, foram executados:

  •         19 Fevereiro – encontro no Memorial da Imigração




·         2 Abril – encontro no Capital 35 Espaço Multiartístico

http://remsp.blogspot.com/2018/10/reuniao-rem-sp-do-dia-02-04-2018.html#links

IMPORTANTE : ENTRE ESTES 2 ENCONTROS FOI FORMALIZADO CONVITE DO MUSEU DA ENERGIA PARA QUE A REM SP UTILIZE SEU ESPAÇO COMO NOSSA SEDE.

·         Julho -10o Encontro Paulista de Museus (EPM) - iniciativa do SISEM-SP (Sistema Estadual de Museus de São Paulo).

·         19 Julho - lançamento do E-book  relativo ao nosso 3.o Encontro da REM ( agosto 2017 no SESC CPF ): "Rede de redes  - Diálogos e perspectivas das Redes de Educadores em Museus no Brasil " (https://www.sisemsp.org.br/redederedes/)

Participação da REM SP com 3 mesas: https://youtu.be/qx18LtSPxLs

http://remsp.blogspot.com/2018/09/redes-de-praticas-praticas-em-rede.html#links

·         20 Julho -  Workshop “Práticas em Rede, Rede de Práticas” no Museu da Energia

http://remsp.blogspot.com/2018/08/workshop-praticas-em-rede-rede-de.html#links

 

·         Agostoa previsão da realização do 3º. Encontro não se realizou pois nosso provável parceiro SESC CPF não manifestou interesse . As organizadoras do Ebook - Lilian Amaral e Joselaine Tojo - acreditaram ser mais necessário focar esforços na produção desta publicação.

·         Setembro- Primavera dos Museus – ações da REM SP no Museu da Energia

·         18 Setembro – Palestra - Lazer em Instituições Museológicas: a ação do Educador para a experiência de lazer do visitante espontâneo em espaços museológicos. Profa. Marina Gouveia

·         19 Setembro – Palestra - 40 museus diferentes em 40 dias. Profa. Priscila Leonel

·         21 Setembro -  Expografia acessível - workshop teoria e prática, tendo o espaço do MESP como laboratório de experimentação e análise, com Arquiteta Silvia Arruda

·         22 Setembro - Palestra e Percurso - A cidade como experiência - Profa. Dra. Lilian Amaral

·         16 Outubro – Reunião de avaliação das ações da Primavera de Museus no Museu da Energia onde foi solicitado um breve relato dos participantes acima com fotos das ações para 26.10 a ser compartilhado. Thiago Consiglio realizou uma ação no interior e vai avaliar se é pertinente incluir um relato.

               Foram tratados outros assuntos :

a.       Ações a acontecerem até o final do ano, tais como:

-22.10 - Encontro Regional de Museus do SISEM https://www.sisemsp.org.br/secretaria-da-cultura-recebe-1o-encontro-regional-de-museus-da-capital-inscreva-se/

- 30.10 – Curso  “Direitos Humanos – da teoria às práticas educativas em museus” no Memorial da Inclusão, preparatório para a campanha Sonhar o Mundo

https://www.sisemsp.org.br/inscricoes-abertas-curso-para-a-campanha-sonhar-o-mundo-nos-polos-de-transmissao/

- 23.11 – Reunião no Museu da Energia sobre compilação de dados sobre o território ( Museu Energia, SESC Bom Retiro, Memorial da Resistência e Espaço Cultural Porto Seguro)

- 28.11 – Reunião Território da Luz com território Consolação – encontro “Modos de viver o território: laboratório de experiências”.

- 10 a 16/12 – Campanha Sonhar o Mundo - semana que contempla o Dia Internacional dos Direitos Humanos (10/12), a campanha Sonhar o Mundo parte do pressuposto de que os museus paulistas devem atuar como instrumentos de transformação social. Postagens nas redes sociais serão criadas com a hashtag #SonharoMundo. O mote da ação em 2018 é a celebração dos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

b.      Próxima reunião da REM SP, sugerida em 23.11 no Museu da Energia, para reorganização e reestruturação de GTs, devido à natural mudança de pessoas e fluxos num trabalho voluntário. Foi lembrado de resgatar o recadastramento de email e googlegroups da REM com Josy e Lia, assim como atualização de BLOG e Facebook. Estas estão fora da REM temporariamente, então ficamos sem apoio nos GTs de Comunicação, no qual permanece Marina apenas, e de Formação. Precisamos convocar via email, blog, FB os colegas da REM SP para participar.



16 setembro, 2018



REDES DE PRÁTICAS | PRÁTICAS EM REDE

TEXTO DE ABERTURA DO ENCONTRO 2018

Em nome da REM-SP quero agradecer ao Sistema Estadual de Museus, ao Museu da Energia de São Paulo e à ACAM Portinari pelo apoio na realização deste encontro 2018.

O Encontro REDES DE PRÁTICAS | PRÁTICAS EM REDE proposto pela Rede de Educadores de Museus do Estado de São Paulo – REM SP tem por objetivo reunir os profissionais que atuam na área de educação e mediação cultural em museus, espaços de memória e cultura, no contexto do Encontro Paulista de Museus do Estado de São Paulo.

A oportunidade que o 10º EPM  oferece de reunir profissionais oriundos das diversas regiões do Estado de São Paulo, potencializa e enriquece o intercâmbio dos agentes que atuam neste campo de prática, em um momento de profundas transformações, em que a atuação em Rede se torna cada vez mais importante e necessária.

Desde seu início, efetivamente em 2014,  a REM-SP se articula de  maneira informal, voluntária e passa por fluxos de membros mais atuantes e participativos que estimulam discussões por meio de Grupos de Trabalho. Em 2016 realizou-se o I Encontro Anual em parceria com o SESC, no Centro de Pesquisa e Formação. No ano seguinte essa parceria foi renovada e realizamos o II Encontro Anual. 

Aqueles dias intensos de agosto de 2017 foram tão estimulantes que despertaram o anseio de deixar registradas aquelas discussões e iniciativas tão diversificadas, mas que de certa maneira se convergem nos temas que constantemente permeiam os desafios da Educação Museal no Brasil. Aliado ao desejo de deixar um legado da nossa contribuição para a REM-SP surge a proposta da realização de uma publicação "Rede de Redes Diálogos e Perspectivas das Redes de Educadores de Museus no Brasil". 










29 agosto, 2018

WORKSHOP “PRÁTICAS EM REDE, REDE DE PRÁTICAS”


WORKSHOP “PRÁTICAS EM REDE, REDE DE PRÁTICAS”

A REM-SP (Rede de Educadores de Museus de São Paulo) organizou o Workshop “Práticas em Rede, Rede de Práticas” como desdobramento do 10o Encontro Paulista de Museus (EPM) iniciativa do SISEM-SP (Sistema Estadual de Museus de São Paulo).

A atividade aconteceu no Museu da Energia de São Paulo (Alameda Nothmann, 184 – Campos Elíseos – São Paulo, SP) no dia 20 de julho de 2018, das 14h às 18h com coordenação de Fernanda Castro, Luciana Conrado Martins e Rafaela Gueiros e mediação dos integrantes da REM-SP: Lilian Amaral, Marina Gouveia, Silvia Arruda e Thiago Consiglio.

A proposta da atividade era organizar uma conversa entre educadores e interessados sobre a Política Nacional de Educação Museal (PNEM), uma política pública recente que surge da iniciativa das Redes de Educadores de Museus espalhadas pelo Brasil em parceria com o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério da Cultura (Minc).

Durante os meses que antecederam o 10º Encontro Paulista de Museus, as REMs de alguns estados mobilizaram-se, em parcerias com museus do Brasil todo, para a apresentação do “Caderno da PNEM” a fim de promover rodas de conversas e discussões acerca de sua eficácia e aplicabilidade nas diversas localidades.
           
WORKSHOP

            A atividade teve início com um acolhimento da instituição que recebeu a atividade, o Museu da Energia de São Paulo através da Luciana Nemes, coordenadora da instituição. Em sua fala inicial, Luciana apresentou e destacou a importância do campo educativo no plano museológico da instituição dando diversos exemplos de atividades e programações realizadas com esta perspectiva. Esse acolhimento foi interessante porque já adiantou diversos exemplos daquilo que seria discutido em seguida com o tema da PNEM.

            Depois da apresentação da Luciana Nemes, se iniciou o workshop com a coordenação de três figuras importantes na construção da Política Nacional de Educação Museal: Fernanda Castro, Luciana Conrado Martins e Rafaela Gueiros.

            Fernanda Castro é membro do comitê gestor da REM-RJ, atua no Museu Histórico Nacional no Rio de Janeiro e é vinculada ao Ibram; Luciana Martins é sócia na empresa Percebe e atuou na elaboração da PNEM; e Rafaela Gueiros, servidora do Ibram e que integrou o GT de Profissionais de Educação Museal durante a construção do Caderno da PNEM.

O Caderno da PNEM está estruturado em três partes. A primeira é dedicada à contextualização de como a política foi gerada e conta com um breve histórico da Educação Museal no Brasil. Em seguida, o caderno apresenta o processo colaborativo de elaboração da PNEM, destacando a relevância da ação das REMs para este processo, além de discutir sobre possibilidades de ações e práticas da mesma.

A segunda parte do Caderno apresenta um glossário, no formato de verbetes, com os principais conceitos utilizados no campo da Educação Museal. Ao final, o leitor pode encontrar os documentos que influenciaram a criação da PNEM, como a Carta de Petrópolis, a Carta de Belém, a Carta de Porto Alegre e a Portaria nº 422, de 30 de novembro de 2017, publicada pelo Ibram. 

No workshop Práticas em rede: rede de práticas, após a apresentação do Caderno e sua estrutura, os participantes foram encorajados a formarem grupos para que debatessem, baseados nos princípios e diretrizes propostos pela PNEM, sobre a aplicabilidade desta política nos contextos variados dos museus brasileiros, a fim de incentivar o surgimento de propostas de ações fomentadas pela Política de Educação Museal.

A partir das diretrizes da PNEM, os participantes do workshop organizaram suas propostas sobre a aplicabilidade e difusão da mesma. Os grupos expuseram seus tópicos e, para a surpresa das palestrantes, eles já estavam articulados em suas propostas e partilhavam de opiniões comuns sobre os temas levantados, evidenciando a importância deste momento para o fortalecimento da área da Educação Museal e das ações das Redes e em redes.

 Algumas das propostas, fortalecidas pelo tema da próxima Primavera dos Museus: “Celebrando a Educação em Museus”, contemplavam a continuidade de debates, encontros e rodas de conversa sobre o documento. Tais encontros visariam a formação de agentes multiplicadores que pudessem difundir as diretrizes do PNEM em suas regiões e ampliar o alcance da mesma. 

Outra proposta levantada pelos participantes falava sobre a PNEM servir como um modo de sensibilizar os gestores dos museus, destacando que, além da pesquisa, comunicação e preservação, a Educação Museal deve ter destaque nos planos museológicos e, principalmente, nas práticas da instituição.

Os tópicos de debate apresentados ao longo do workshop, bem como o Caderno da PNEM, servirão como base para que Fernanda Castro e Luciana Martins possam elaborar um roteiro de aplicação desta oficina para que as outras REMs possam realizá-la também.




03 abril, 2018

Reunião REM SP do dia 02 / 04 / 2018

Local
Capital 35 Espaço Multiartístico

Presentes
Isa Maia, Tiago Luz, Thiago, Rafael Limongelli, Lia, João Vitor, Mariana

Apresentações
Como se vinculou a REM? Quais desejos ao Futuro?

1 Interior
Sorocaba
FRESTAS (trienal)
Aconteceu uma reunião entre representantes de museus do interior entre Itu/Sorocaba/Itapeva.
Perspectiva de co-criar um encontro junto com a REM nesta região no segundo semestre.
Como a capital pode apoiar o interior?
Perspectiva de pulverizar o Encontro Anual para Interior e Capital.
Thiago é o contato e canal para criar essa ponte.

2 Calendário Anual
19 e 20 de Julho – 10° EPM- Encontro Paulista de Museus
(a REM SP foi convidada para fazer parte da programação com um painel/mesa e espaço de
encontro com educadores participantes). Agosto – III Encontro REM SP no Sesc CPF [em processo de formatação e conteúdos]; Outubro – Seminário internacional do Museu Histórico Nacional - Museus e Educação: 60 anos da declaração do Rio de Janeiro.

3 Publicação
Comissão que está trabalhando na publicação está se articulando para lançar o e-book no
10oEPM. Segue em anexo uma proposta votada para a ação no dia da publicação.
Foi criado um doodle para a próxima reunião.

26 março, 2018

Sobre a ultima reunião, dia 19/02.



A segunda reunião da REM-SP em 2018 foi realizada no auditório do Museu da Imigração, no dia 19 de Fevereiro, e tinha como proposta a discussão e reflexão sobre a Política Nacional de Educação Museal (PNEM), bem como o cronograma de atividades deste ano e a participação e o vínculo de educadores à Rede.  

Um dos pontos levantados na reunião anterior falava sobre a maior participação dos educadores que atuam diariamente nos locais onde acontecem as reuniões. Sendo assim, na reunião do dia 19/02, houve um momento dedicado à fala dos representantes do Núcleo Educativo do Museu da Imigração, que acolheram os participantes da REM-SP nesta data.

Os educadores da instituição deram início a debates sobre como a REM pode ser um espaço de mais representatividade para os educadores, não só os que atuam em museus mas também em outras instituições culturais. Foram levantadas questões como:

  • Quais são os motivos pelos quais os educadores não estão mais presentes nas reuniões e nas atividades da REM?
  • Enquanto na REM, estamos representando instituições, ou não?
  • Existe uma inibição da participação dos educadores quando estão em presença de gestores e coordenadores?
  • Considerando a presença de muitos educadores que chegaram a pouco tempo nas reuniões, como garantir que o já foi discutido e deliberado nos anos anteriores seja mais acessível para os diferentes níveis de engajamento que a REM pode proporcionar?
  • Como dar continuidade a esse registro de maneira eficaz e democrática e como tornar esse espaço mais acolhedor?
  • Como o grupo de trabalho de Comunicação pode atuar melhor nesse sentido?

Apontou-se como possibilidade de aprofundamento nessas questões a análise da Política Nacional de Educação Museal (PNEM), resultado de um processo desenvolvido por profissionais da área e pesquisadores de educação em museus e instituições culturais (para mais informações: http://bit.ly/2pmpf33).

A PNEM, nesse caso, seria um suporte para aproximação da história das Redes de Educadores Museais, dos desafios para sua concretização e das possibilidades apontadas por ela em relação à realidade dos educadores paulistas, em específico do interior e do litoral do estado.

Houve também uma discussão sobre o uso e a difusão dos registros do II Encontro de Educadores da REM-SP (2017). Para a próxima reunião, será importante retomar o calendário de 2018, discutido no primeiro encontro do ano, além da continuidade das discussões levantadas pelos novos membros, a princípio atravessando a PNEM.

Lembramos também que, durante a rodada de apresentações, foi levantado o desejo de realizar um encontro para discussão da pesquisa de mestrado de Cintia Masil, que reflete sobre a precarização e as condições de trabalho dos mediadores em equipamentos culturais da cidade de São Paulo.

A próxima reunião será no dia 02 de abril, segunda-feira, das 18h30 às 22h no espaço Capital 35, próximo ao metrô Sumaré (https://capital35contato.wixsite.com/capital35).

Seguiremos testando novas metodologias de encontro, acolhimento e discussão. Participem para que possamos dar continuidade a essas importantes discussões e para ocuparmos o espaço da REM-SP!